ANÁLISE SEMIÓTICA SOBRE A VINHETA DE ABERTURA DA ANIMAÇÃO AUDIOVISUAL "OS URSINHOS CARINHOSOS"

Patricia Cesar Gonçalves Pereira

Resumo


As produção audiovisuais destinada ao público infantil vem ganhando espaço  perante a mídia televisiva, consolidando-se principalmente durante os anos de  1990 a 2000, sendo um  meio de formação cultural e entretenimento para crianças de várias idades. E para chamar a atenção do publico infantil, as vinhetas de abertura dos desenhos fazem a sedução do olhar das crianças  voltando-os para os aparelhos de televisão. Para este trabalho temos como objetivos: i) Identificar qual desenho exibido durante a década de 1990 teve mais visualização; ii)  Compreender o trabalho com as linguagens verbais e não verbais a partir do sincretismo dentro das vinhetas de aberturas dos desenhos infantis áudiovisuais; iii) analisar uma vinhetas pelo plano do conteúdo nos níveis: discursivo , narrativo e fundamental; e pelo plano da expressão, nas categorias: cromáticas, eidéticas e topológicas.  Como corpus, selecionamos uma  vinheta de  abertura de desenho áudiovisual que foi mais assistido em rede aberta durante os anos de 1990 a 2000. Utilizaremos a semiótica de linha francesa com as contribuições de Greimas e Courtés (1983) e Susanne (2004) para compreendermos a linguagem; estudos de Greimas (2008) e Proop(1965) para fazer as análises das vinhetas pelo plano do conteúdo e Greimas (2008) e Oliveira (1995) para analise no nível da expressão.

Palavras-chave


desenhos animados; semiótica e linguagens verbais e não verbais

Texto completo:

PDF

Referências


BARROS, Diana Luz Pessoa de. Teoria do discurso: fundamentos semióticos. 3ª ed. São Paulo: Humanitas/USP, 2002.

FIORIN, José Luiz. Elementos de análise do discurso. São Paulo: Contexto, 2006.

GREIMAS, A. J.Semiótica figurativa e semiótica plástica. Significação, Revista

Brasileira de Semiótica, n.4, jun/1984. 25

___. Semântica estrutural. São Paulo: cultrix, 1973.

___.Sobre o sentido. Petrópolis: Vozes, 1975.

___. Da imperfeição. São Paulo: Hacker Editores, 2002.

GREIMAS, A. J. & COURTÉS, J. Semiótica: diccionario razonado de la teoría del lenguaje. Tomo II.Madrid: Editorial Gredos, 1991.

___. Dicionário de semiótica. São Paulo: Cultrix, 1983.

_______. , COURTÉS, Joseph. Dicionário de semiótica. São Paulo: Contexto, 2008.

MOYA, Álvaro de. O mundo Disney. São Paulo, SP: Geração, 1996.

OLIVEIRA, A. C. de; LANDOWSKI, E. (Ed.). Do inteligível ao sensível: em torno da obra de Algirdas Julien Greimas. São Paulo: EDUC, 1995. p.115-125.

______. Semiótica e ciências sociais. Tradução de Álvaro Lorencini e Sandra Nitrini. São Paulo: Cultrix, 1981.

______. L’énonciation. Significação, Ribeirão Preto, v.1, p.9-25, 1974.

______. Semântica estrutural: pesquisa de método. Tradução de Haquira Osakabe e Izidoro Blikstein. São Paulo: Cultrix, 1973.

PIETROFORTE, A. V. Semiótica visual: os percursos do olhar. 2.ed. São Paulo: Contexto, 2010.

______. Análise do texto visual: a construção da imagem. São Paulo: Contexto, 2007.

PROPP, Vladimir. Morphologie du conte. Paris: Éditions de Seuil, 1965. REDAÇÃO. Desenhos da década de 90. Disponível em Acesso em: jun de 2016.

ANTAELLA, Lúcia. O que é semiótica. Disponível em: . Acesso em: jun. 2016.

SUSANNE, Langer K. Filosofia em nova chave. São Paulo: Ed. Perspectiva, 2004.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.